CASOS DE POLÍCIA
Benedito Coroba afirma ter cautela por não ter conhecimento sobre as novas investigações feitas pela polícia.
Arquivo/O Estado
SÃO LUÍS - Em entrevista ao programa Ponto Final, da rádio Mirante AM, o promotor do caso Bertim, Benedito Coroba, falou sobre a reviravolta no caso do assassinato do prefeito de Presidente Vargas, Raimundo Bartolomeu Aguiar. A mudança no rumo das investigações se deu após a prisão de três pessoas apontadas como tendo participação ativa no crime. Na tarde de sábado, no programa Rádio Patrulha, foi veiculado o depoimento de um homem identificado como Antônio de Jesus Sousa Gomes (Louro), que narra detalhes de como foi elaborada a trama.
O promotor do caso afirma ter cautela necessária por não ter conhecimento das novas investigações que estão sendo feitas pela polícia. “O que eu tenho a dizer, nesse momento, é que o Ministério Público, na primeira investigação feita pela polícia, na fase de avaliação das investigações que nos foram apresentadas, oferecemos denúncia contra vários acusados, e o processo está normalmente correndo”, afirma.
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"Com a abertura de novas investigações, eu só poderei me pronunciar sobre elas, quando eu tiver com elas nas minhas mãos e analisar", disse Coroba.
Conforme o depoimento de Antônio de Jesus Sousa Gomes, o "Louro", o crime foi efetivado na terceira tentativa e o motivo seria uma dívida de Bertim com o dono de uma churrascaria em São Luís, identificado apenas como Raimundo. Isso contraria as primeiras investigações, já que, até então, o assassinato de Bertim seria por motivo político. Sobre isso, o promotor afirmou que "em princípio, num crime de homicídio em que há uma vítima sobrevivente, (...) esta pessoa deve ter a credibilidade, porque ela foi vítima de um episódio e ninguém como ela pode testemunhar sobre ele".
"Eu quero e vou sempre lutar para todas as noites dormir com minha consciência tranquila, porque nada há mais duro que você ter dúvidas a respeito de um determinado caso e submeter alguém que é inocente a uma condenação", conclui.
Crime
O crime aconteceu por volta das 23h do dia 6 de março de 2007, entre os povoados Cigana e Leite, em Itapecuru-Mirim. Bertim foi morto a tiros e facadas, em uma tocaia, quando conduzia uma caminhonete S-10, cor prata.













